Publicado em 30.04.2006 – Jornal do Commercio
Os números do Ibope não mentem, a emissora filiada ao SBT em Pernambuco tem um espaço cada vez mais valorizado
CONCEIÇÃO GAMA
O Ibope da TV Jornal está em constante crescimento. Seja pelo novo padrão estético da TV ou pela melhoria no conteúdo dos programas, o fato é que a emissora está cativando mais telespectadores a cada dia. No horário que vai das 12h às 14h, por exemplo, a TV Jornal é líder absoluta de audiência há três meses, com uma média de 18 pontos e uma participação de audiência de 36%. Em horários como a partir das 12h25, com o Bronca pesada, apresentado por Cardinot, a média de pontos chega a 27 (números consolidados do primeiro trimestre deste ano), uma pontuação muito superior aos do horário em que está inserido e comparável apenas a programas de horário nobre, como novelas ou telejornais de alcance nacional. “Esses números são importantes para a gente porque demonstram que estamos atingindo o público da melhor maneira”, comemora Antônio Faria, supervisor de marketing da TV Jornal.
Os números fornecidos pelo Ibope significam muito para as emissoras de TV e para os anunciantes. No entanto, a maior parte do público ao qual os programas são dirigidos não tem idéia de como esses números são obtidos.
Existem 250 aparelhos medidores de Ibope, os chamados peoplemetters, espalhados na Região Metropolitana do Recife. Eles identificam quem é o telespectador e a qual programa ele assiste. Com isso, há o mapeamento do perfil do público. “No Brasil, o Ibope imediato existe apenas em São Paulo.
Aqui no Recife, os relatórios chegam com 48 horas de atraso. Por meio deles, acompanhamos os nossos números e os da concorrência e também identificamos o que dá e o que não dá audiência. Todos os dias fazemos reuniões para discutir os resultados com os produtores dos programas e formas de tornar as atrações da TV Jornal mais adequadas para o público”, explica Antônio.
Esses dados, como em toda pesquisa, são obtidos a partir de uma amostra. No caso do Recife e da Região Metropolitana, os 250 aparelhos representam a audiência total, mas nem sempre servem para todas as contabilizações, considerando o universo pesquisado. “É praticamente impossível todos os aparelhos estarem ligados ao mesmo tempo. Nos horários em que há muita gente vendo TV, desse número, apenas 50% ou 60% estão ligados”, esclarece.