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MTV mostra Lenine em versão fora das tomadas

Julho 17, 2008

Publicado em 27.08.2006
Especial Acústico MTV Lenine vai ao ar hoje, às 19h30, e traz o cantor pernambucano no especial de maior sucesso da emissora musical

Para quem é fã de MPB, uma excelente pedida é assistir ao primeiro Acústico MTV de um artista pernambucano, que vai ao ar hoje, às 19h30. A estrela escolhida pela emissora é o cantor e compositor Lenine.

No repertório do especial, um belíssimo e emocionante passeio pela carreira de Lenine, com uma seleção de 11 músicas como Hoje eu quero sair só, O homem dos olhos de raio X, Paciência, Jacksoul brasileiro e Dois olhos negros. Serão apresentadas, ainda, três canções inéditas: Atirador, Miedo e Santana.

O show também conta com grandes participações especiais, como a do maestro Ruriá Duprat, a do ex-baterista do Sepultura, Iggor Cavalera, e a da harpista Cristina Braga. Participam ainda, a mexicana Julieta Venegas no acordeom, Victor Astorga com corne inglês e oboé, o camaronês Richard Boná no baixo acústico e o rapper Gog.

Pouco antes da exibição do Acústico, às 19h, a MTV apresenta o making-of do especial, com cenas que vão desde os ensaios no Rio de Janeiro, quando Lenine começou a acertar os arranjos e a definir repertório, até o último dia de gravação, além de entrevistas com todos os convidados e a banda. Lenine também fala sobre a escolha das músicas e a relação com o maestro Ruriá Duprat. O Acústico, dirigido por Romi Atarashi, foi gravado nos dias 24 e 25 de junho, no Auditório Ibirapuera, em São Paulo.

O CD Acústico é o sétimo da carreira de Lenine e deve chegar às lojas ainda esta semana. O público, no entanto, vai precisar esperar mais um pouco para conferir o DVD, que tem previsão de lançamento para setembro.

Entre os nomes grandes nomes da música que já gravaram composições de Lenine estão Maria Bethânia, Maria Rita, Zizi Possi, Fernanda Abreu e O Rappa.

HISTÓRICO – Este é o 27º acústico produzido pela Music Television brasileira. Entre os que já vivenciaram o especial estão Gal Costa, Gilberto Gil, Kid Abelha, Charlie Brown Jr. e O Rappa.

Além de prestigiar bandas e cantores, o acústico MTV também foi responsável por reavivar carreiras que amargavam o esquecimento do público, como as das bandas Ira!, Capital Inicial e Titãs. Com o CD do especial, esses grupos alcançaram vendas superiores a 1 milhão de cópias.

Psicodelia revisitada no Molotov

Julho 10, 2008

Publicado em 22.08.2006

CONCEIÇÃO GAMA

Júpiter Maçã, cantor e compositor gaúcho que se apresenta no Recife em 1º de setembro, dia de abertura do festival Coquetel Molotov, é um exemplo de artista que reinventa a carreira a cada novo álbum. Já se passaram oito anos desde a última vez que o gaúcho Flávio Basso, mais conhecido como Júpiter Maçã (junção do apelido de seu avô com o nome da gravadora dos Beatles), esteve por aqui, com seus famosos terninhos mod, para um show no festival Abril Pro Rock. Agora, a psicodelia efervescente de Júpiter Maçã está de volta para um show que promete ser histórico.

JORNAL DO COMMERCIO – Você foi o artista mais votado na comunidade do Orkut para entrar na programação do Festival Coquetel Molotov. Como você se sente em saber que tem tantos fãs em Pernambuco?
JÚPITER MAÇÃ
– Sério? Eu não estava sabendo disso! Que bacana!!! Ah, eu acho que isso de repente se dá por uma identificação quase telepática que transcende as distâncias geográficas… As pessoas que gostam de música psicodélica têm muito disso. Eu me sinto lisonjeado e muito gratificado por as pessoas lembrarem o meu nome.
JC – Você é um artista conhecido por gravar todos os instrumentos e vozes dos seus discos. Como será o show? Quem vai acompanhá-lo?

JM – Com esse meu último disco, a coisa foi um pouco diferente. Os músicos que me acompanham gravaram algumas coisas comigo também. Para essa turnê, estão tocando comigo Eduardo Dolzan (bateria), Ray-Z (guitarra), Cabelo (baixo) e Talitha Freitas (percussão e back vocals). Eles também vão me acompanhar para o show do Coquetel Molotov.
JC – O repertório do show que você fará no Recife será baseado no seu último álbum ou uma retrospectiva da sua carreira?

JM – Vou tirar material dos meus quatro discos, mas vou ser mais enfático no último mesmo. Ah, também vou mostrar coisas inéditas! Tem um disco meu que está para sair por uma gravadora espanhola, a Elephant Records, chamado Una tarde en la frutería. Ele tem previsão de lançamento para outubro.
JC – Vai ser lançado no Brasil também?

JM – Eu gostaria, mas ainda não sei… Ah, eu também pretendo recatalogar meus três primeiros discos, mas isso é outra história sem definição de data nenhuma ainda. E pra lançar o Una tarde en la frutería aqui eu vou traduzir o nome para Uma tarde na fruteira.
JC – E as músicas vão ser em português ou espanhol?

JM – Não, é tudo em português! Só o título que está em espanhol mesmo. Mas eu pretendo depois fazer umas coisas em espanhol, sei lá… A língua espanhola soa bem pra mim.

JC – Você já compôs em português, fez dois discos todos em inglês e atualmente flerta com o francês nas músicas novas. Por que essa ânsia por mistura de línguas? Qual vai ser o próximo idioma?

JM – (risos) Ah, provavelmente o espanhol mesmo! (risos) Mas isso é uma coisa natural… Surge na hora da composição mesmo. Por exemplo, foi assim com a Mademoiselle Marchand (música que fará parte do novo álbum de Júpiter, com letra em português e refrão em francês). Todo compositor tem um filminho branco na cabeça prestes a ser feito. Todo ele quer ter a sua… Satisfaction, sabe? Eu gostaria de ter a minha Michelle, ou Ma Belle… (NR – O autor se refere à música dos Beatles, cujo refrão é Michelle, ma belle). Isso do francês foi uma pitada na hora da inspiração. Na minha cabeça, ficou muito bonito o refrão de Mademoiselle Marchand em francês, aí eu deixei.
JC – Como você definiria a fase atual da sua carreira? Mudou muita coisa desde a última vez que você tocou no Recife?

JM – Ah, sim, com certeza… Quando foi que eu toquei no Recife? 1998? Nossa, faz muito tempo! Nesses oito anos, com certeza mudaram algumas coisas. Mas assim, mudaram e não mudaram. A essência em si não mudou. O lance foi que eu fiquei mais experiente como músico.

JC – Os personagens das suas músicas, como Walter Victor e Miss Lexotan, são reais?

JM – Hum… Eu diria que eles são misturas de várias realidades. Gente que eu conheço e que eu invento também. E não é só o Walter Victor e a Miss Lexotan 6mg. Tem também a Mademoiselle Marchand e a própria Síndrome de Pânico.
JC – Como vai ser o show do Coquetel Molotov? Você está preparando alguma surpresa?

JM – (risos) Surpresa? Hum… Na realidade não. Mas eu estou ansioso! Quero ser surpreendido pelo público pra gente fazer um show bacana. E acho que vou ser.

Multiinstrumentista é referência do rock gaúcho
Publicado em 22.08.2006

Júpiter Maçã, multiinstrumentista, compositor e cineasta, que integrou importantes bandas de rock gaúcho do início dos anos 90, como TNT e Cascavellettes, quando veio ao Recife pela primeira vez, em 1998, havia gravado apenas um álbum, o cultuadíssimo A sétima efervescência, lançado pela Acit/Antídoto em 1996. Fazem parte do disco hits como Walter Victor (tomador de panca!), Querida SuperHist x Mr. Frog, As tortas e As cucas, Lugar do caralho (regravada em 1997 por Wander Wildner em seu primeiro disco solo, Baladas sangrentas, e cuja autoria é por vezes inexplicavelmente atribuída a Raul Seixas) e Miss Lexotan 6mg (regravada pelos paulistas da Ira! em 1998, no álbum Você não sabe quem eu sou).

De lá para cá, muita coisa aconteceu na carreira de Júpiter. Ele adotou o novo alter-ego Jupiter Apple e lançou pela Trama o bossa-jazzy Plastic Soda (1999), todo com composições em inglês. O álbum foi premiado no ano seguinte com troféu da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), além de ter recebido elogios de personalidades da música como Tom Zé, Rita Lee, Arnaldo Baptista e Sean Lennon.

Em 2001, Jupiter fez sua estréia como cineasta e ator, com o média-metragem The apartment Jazz, uma divagação poética com loops visuais acerca das reflexões de dois homens sobre água pesada e filmes e livros em andamento e suas aventuras amorosas com garotas paranóicas. O filme rendeu a Júpiter uma premiação na categoria Contribuição Artística no Festival Livre Olhar, de Porto Alegre, em 2003.

Ainda em 2001, Jupiter lançou Hisscivilization (Nolandman/Voiceprint, com distribuição da Barulhinho), álbum que é uma perfeita trilha sonora para filmes de ficção científica. Utilizando cítaras e moogs, Jupiter fez um experimentalismo com referências ao rock de Manchester, ao concretismo alemão, às canções jazzy de cabarés franceses e alemães, à fase Beach Boys de Pet Sounds e Smile Smiley (1966 e 1967) e à movimentos de MPB, como a Bossa Nova e o Tropicalismo. As letras em inglês desobedecem à gramática inglesa e recriam um dialeto inovador. No álbum, Jupiter deixou de lado o trabalho de gravar todos os instrumentos e vozes das canções sozinho e contou com a ajuda de uma banda que o acompanha nas turnês até hoje.

Em 2003, Jupiter Apple lançou uma videoretrospectiva de sua carreira intitulada Pescando Jupiter segundo Huxley, com imagens raras de shows extraídas de seu arquivo pessoal, videoclipes e o filme The apartment Jazz.

Até o fim do ano, o agora novamente Júpiter Maçã (que deixou de lado o outro alter-ego Jupiter Apple – vamos rezar para que no futuro ele não dê uma de Prince e adote símbolos como seu nome) pretende lançar a esperada seqüência d’A Sétima Efervescência, um disco em português com toques de francês. As novas canções, entre as quais estão Mademoiselle Marchand e Síndrome de pânico podem ser conferidas nos show e estão disponíveis para download na página do artista no site da Trama Virtual.

Praça esquecida preocupa Vila Cardeal Silva

Julho 10, 2008

Publicado em 11.08.2006
Moradores da comunidade pedem maior atenção para a praça ocupada por usuários de drogas

Os moradores da Vila Cardeal Silva, no bairro de Areias, Recife, estão tendo dificuldade para usufruir do direito ao lazer. A Praça Eduardo Cardoso, principal área de diversão da localidade, está abandonada, sem segurança e manutenção, sendo ponto para o consumo de drogas. A denúncia foi apurada pelo Projeto Rádio do povo, da Rádio Jornal.
Há três anos a comunidade convive com o problema na praça, que ficou conhecida pela população como Praça do Mariano, por estar localizada ao lado do Colégio Mariano Teixeira, área de muita circulação de crianças.

Apesar de ter sido construída com uma boa infra-estrutura, com minicampo, pista de cooper, parque infantil e instalações de vestiários, o local está em completo abandono. “As caixas de energia estão com fios expostos, os balanços quebrados e muito mato, correndo o risco de ocorrerem acidentes com os moradores”, reclama Aloísio Carneiro, presidente da associação esportiva Clube dos 30.

O presidente é o responsável pela manutenção. “Cobro uma taxa de dez reais aos moradores que utilizam o campo, para poder mandar pintar a praça, cortar os matos e reformar os vestiários. Mas nem sempre consigo fazer tudo”, diz Aloísio. Ele ainda explica que foram retirados os vigilantes e os jardineiros há três anos e por isso ela está esquecida. Ele lamenta não ter mais uma área de convivência.

Além da dificuldade de manutenção, a área virou ponto de consumo de entorpecentes durante todo o dia, sem nenhuma atenção dos órgãos responsáveis pela vigilância.

“Todos os dias, muitos viciados fazem ponto de fumo aqui. Eles afugentam os moradores, que não conseguem ficar na área. Além disso, os motoqueiros e ciclistas invadem a pista de caminhadas e os moradores não podem utilizar. Tudo isso é causado pela falta de vigilância patrimonial”, afirma Domingos Sávio, morador da Vila Cardeal Silva.

“A comunidade tem 5,5 mil habitantes e todos utilizam a Praça do Mariano, há dez anos. É impossível permanecer com essa situação”, completa o presidente do Clube dos 30.

De acordo com a assessoria de imprensa da Emlurb, empresa responsável pela manutenção de praças, os trabalhos de recuperação da Praça Eduardo Cardoso serão iniciados na próxima segunda-feira, dia 14. O investimento da Prefeitura do Recife na obra é de R$ 30 mil e o prazo para a entrega é de 30 dias. As obras serão de recuperação do passeio, gradil, brinquedos do parque, coberta da caiçara e outros equipamentos necessários. Com relação à vigilância da área, a Emlurb ainda não tem uma posição concreta.

Educação infantil está comprometida na Zona Norte

Julho 10, 2008

Publicado em 21.07.2006
Sem educação pública infantil, a comunidade do Córrego do Joaquim ainda é obrigada a conviver com pragas, pela falta de saneamento

As crianças da comunidade do Córrego do Joaquim, Zona Norte do Recife, precisam enfrentar condições adversas para usufruírem do direito básico à educação. A única escola pública de ensino infantil da comunidade, a Escola Comunitária do Córrego do Joaquim, administrada pelos moradores, não tem estrutura física mínima para funcionar. A denúncia foi apurada pelo Projeto Rádio do povo, da Rádio Jornal. Segundo o líder comunitário Djalma França da Silva, desde fevereiro a instituição não recebe verba da prefeitura. “Aqui estudam 30 crianças com idade entre 3 e 6 anos e meio. Antigamente, a escola oferecia 70 vagas, mas a verba foi cortada e tivemos que diminuir o número de alunos. Quem está pagando a professora e a merendeira sou eu”, denuncia.
A escola também não tem condições físicas de funcionar. Não há quadro-negro e material didático, e as poucas cadeiras que restaram estão quebradas. “Muitos alunos assistem às aulas sentados no chão. Os que se sentam nas cadeiras correm o risco de se machucar. Além disso, a prefeitura envia a merenda já pronta e ela é de péssima qualidade”, afirma Djalma.

“Minha filha, que tem 3 anos de idade, teve dor de barriga por causa da merenda. Desde então, quando posso, ela leva o lanche que preparo em casa. Mas às vezes não há outra opção e ela tem que comer a merenda da escola”, explica Sueli Maria da Silva, mãe de uma aluna.

Além de todos esses problemas, a escola também sofre com a proliferação de ratos e insetos devido, principalmente, à falta de limpeza da canaleta da Rua Córrego do Joaquim. “Na semana passada apareceram cinco escorpiões dentro da escola. Mosquito é outro problema sério. Os moradores da comunidade vivem adoecendo. Eu já tive até dengue hemorrágica e precisei ficar internado”, conta Djalma.

Outros locais da comunidade, as Subidas do Pioriner e do Sargento, também estão repletos de insetos. “Há anos a prefeitura não limpa a escadaria e aparecem ratos e insetos por conta do lixo. Eu e meus filhos pequenos passamos todos os dias dentro do lixo para podermos sair de casa”, reclama Geane Maria da Silva Cabral, moradora da Subida do Pioriner.

A assessoria de imprensa da Empresa Metropolitana de Limpeza Urbana (Emlurb) informou que até o fim do mês providenciará a limpeza da canaleta da Rua do Córrego do Joaquim e que a limpeza e capinação das duas subidas serão feitas ainda hoje.

Já a assessoria de comunicação da Secretaria de Educação da Prefeitura do Recife informou que a escola foi descredenciada pela prefeitura por não cumprir as exigências mínimas de funcionamento. Segundo o órgão, a instituição havia recebido diversas advertências antes de o convênio ser encerrado. A assessoria informou que os moradores devem fazer a listagem das crianças constando idade e endereço e enviar para a Diretoria de Acompanhamento e Avaliação, para que seja indicada a escola mais adequada a cada caso.

Fossas estouradas em várias ruas da Vila do Buriti

Julho 10, 2008

Publicado em 14.07.2006
A assessoria da Compesa disse que quando chove os moradores destampam os esgotos e a água arrasta o lixo para as galerias

A comunidade da Vila do Buriti, no bairro da Macaxeira, Zona Norte do Recife, é obrigada a conviver com esgotos estourados. E, se não bastasse esse problema, os moradores da Rua do Carmo, também na localidade, ainda convivem com o medo de terem suas casas soterradas por uma barreira que ameaça desabar a qualquer momento. As denúncias foram apuradas pelo projeto Rádio do povo, da Rádio Jornal.
Segundo o líder comunitário Edmilson Nobre da Silva, toda a rede de esgotos da comunidade é comprometida. “Desde que o esgoto condominial foi instalado a comunidade sofre com o problema das fossas estouradas. Ligamos todos os dias para a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), mas nada é feito”, denuncia.

O morador da Rua Ida, Cláudio Marcelo, afirma que o problema existe durante o ano inteiro. “Somos obrigados a conviver com o mau cheiro. É um absurdo. Todo mês vem na conta de água 40% de taxa de esgoto, mas a Compesa não soluciona o problema”, conta.

Além das fossas estouradas, a comunidade sofre com a ameaça da queda da barreira da Travessa Maria do Carmo, na Rua Maria do Carmo. De acordo com a presidente da Comissão de Luta da Vila do Buriti, Maria das Dores Ferraz da Silva, a Dôra, há muitos anos os moradores solicitam à Coordenadoria de Defesa Civil do Recife (Codecir) providências em relação à contenção da barreira. “Os técnicos da Codecir vêm e colocam lonas plásticas, mas elas não são suficientes para conter o desabamento”, explica.

A moradora da Rua Maria do Carmo, Marise Barbosa Manso, sofre o problema na pele. A sua residência fica exatamente embaixo da barreira. “Moro aqui há 15 anos e sempre foi assim. Todo ano cai um pedaço da barreira e só fazem colocar lonas. Eu não consigo mais dormir à noite. Quando chove, piora ainda mais a situação. Estou com medo de que a minha casa seja soterrada”, lamenta.

A assessoria de comunicação da Compesa informou que na semana passada fez a limpeza das fossas das ruas Antônio Carneiro e Platô. O órgão informou ainda que quando chove, os moradores da Vila do Buriti destampam os esgotos e deixam a água da chuva com lixo escorrer para dentro das fossas, o que provoca o entupimento da rede. “É preciso que a população se conscientize de que não pode fazer isso”, informou a assessoria, que garantiu, no entanto, que até a próxima semana fará a limpeza das fossas.

Já a assessoria de imprensa da Codecir afirmou que a contenção da barreira da Travessa Maria do Carmo foi inserida nas obras consideradas emergenciais. O órgão informou ainda que foi feita a avaliação dos custos junto à Empresa de Urbanização do Recife (URB) e que serão avaliadas as disponibilidades de recursos para a execução da obra.

Faltam professor e estrutura física em escola

Julho 10, 2008

Publicado em 02.06.2006
Estudar, em vez de um direito, virou uma luta para os alunos da Escola Estadual Adelaide Pessoa Câmara, localizada no bairro de Marcos Freire, em Jaboatão dos Guararapes. A sede da instituição de ensino apresenta rachaduras e infiltrações nas paredes, iluminação precária nas salas de aula, portas quebradas, dentre outros problemas. E, se não bastasse, a escola também está com um grande déficit no quadro de professores. A denúncia foi apurada pela equipe do projeto Rádio do Povo, da Rádio Jornal.
“Essas rachaduras nas paredes das salas de aula colocam em risco a vida de professores e estudantes. Além disso, as salas também apresentam problemas de iluminação. Em uma sala com oito lâmpadas instaladas, apenas duas funcionam”, relatou o aluno do 3º ano do Ensino Médio e diretor esportivo da Associação de Moradores de Marcos Freire, Juarez Melo. “Os bebedouros, os ventiladores e as descargas dos banheiros estão quebrados. Além disso, eu não tenho aula dia de sexta porque falta professor”, disse o aluno da 6ª série do Ensino Fundamental, Thiago Rafael. “Muitas vezes chego na escola e tenho que voltar para casa porque não tem professor para dar aula. A situação está assim desde o início do ano. Não estou aprendendo quase nada. E o pior é que agora é tarde demais para pedir transferência para outro colégio”, reclamou o aluno da 8ª série, Alan Hebert.

A professora de inglês e membro do conselho escolar da instituição de ensino, Elisabete Lopes, afirmou que o problema da infra-estrutura precária também atinge os professores. “A iluminação das salas de aula é ruim, os ventiladores estão quebrados e ainda usamos quadro-negro onde se escreve com giz”, contou. “O problema da falta de professores também é muito sério. Às vezes eu dou aula em três turmas ao mesmo tempo para que os alunos não fiquem sem ter o que fazer e tenham que voltar para casa”, denunciou.

A diretora da escola, Carmem Dolores, afirmou que “os problemas em relação à infra-estrutura foram encaminhados à Gerência Regional de Educação (Gere) e a escola está aguardando a liberação de verbas”. “Sobre o problema da falta de docentes, estamos aguardando a vinda de professores concursados”, disse Georgina Silva, secretária da escola.

O gestor da Gere Metropolitana Sul, responsável pelas escolas de Jaboatão dos Guararapes, Francisco Amorim, afirmou que a falta se professores na Escola Estadual Adelaide Pessoa Câmara estará resolvido até o final da próxima semana. “O nome dos professores aprovados no concurso do Estado já foi publicado no Diário Oficial. Os primeiros professores que se apresentarem para Jaboatão serão encaminhados para a Adelaide Pessoa Câmara”, prometeu. Ainda segundo Amorim, hoje, a Gere enviará um engenheiro para a escola a fim de fazer um levantamento das reformas necessárias para que sejam efetuadas o mais rápido possível.

Coqueiral mergulhada no lixo do Rio Tejipió

Julho 10, 2008

Publicado em 26.05.2006
A comunidade de Coqueiral se transformou em um grande lixão. O Rio Tejipió, que corta o bairro, localizado na Zona Oeste do Recife, está repleto de detritos e, quando chove com intensidade, as águas poluídas invadem as casas dos moradores e danificam móveis, eletrodomésticos e objetos pessoais. A ponte que corta o rio, ligando as ruas dos Coqueiros e Ananias Catanha, também é um problema para os moradores, já que se encontra avariada e não tem corrimão, podendo provocar acidentes. As denúncias foram apuradas esta semana pela equipe do projeto Rádio do Povo, da Rádio Jornal.

Manuel Fernandes de Carvalho, o Seu Bigode, 80 anos, residente na Rua dos Coqueiros, é uma das pessoas prejudicadas pelas cheias do rio. “Quando o rio enche, eu não posso ficar dentro de casa. Tenho que pedir abrigo a parentes e amigos. E, quando a gente volta, a casa toda está cheia de lama e os móveis danificados. Demoramos a comprar outros porque gente pobre é assim, tem que esperar o dinheiro sobrar, coisa que nunca acontece”, contou.

José Antônio dos Santos, conhecido como Tiago, é outro que sofre com o lixo acumulado no Rio Tejipió. Ele precisou subir em pouco mais de um metro o piso da sua casa e de uma pequena mercearia de sua propriedade, ambas localizadas na Rua Ananias Catanha, para que a água não invada as construções. “Não posso mais sair daqui. Já tenho 73 anos e ninguém me daria emprego em outro lugar. Mas vivo no prejuízo. Estou devendo muito por conta das reformas que precisei fazer na venda e na minha casa. Já perdi móveis, televisão, botijão de gás e produtos em estoque na minha venda por conta das cheias do rio”, desabafou.

Outro problema que atinge a comunidade é o dos transportes. “Os ônibus aqui não respeitam os horários e saem com mais gente do que a capacidade permite. Além disso, não há um ponto certo de saída dos coletivos, um abrigo, uma placa de indicação, nada”, denunciou o líder comunitário, Humberto Florentino.

“Já fiquei até uma hora esperando o ônibus. Cheguei atrasado algumas vezes no trabalho por causa da demora do coletivo e recebi reclamações por conta disso”, contou Marinaldo dos Santos, morador do Coqueiral, que pega ônibus todos os dias para ir ao trabalho, no bairro da Madalena.

A assessoria de comunicação da Prefeitura do Recife informou que técnicos do Departamento de Limpeza Urbana (DLU) serão enviados hoje a Coqueiral, a fim de avaliar a situação do lixo no Rio Tejipió e tomar as medidas necessárias para a retirada dos dejetos. Segundo a assessoria, caso seja necessário, a limpeza das águas será feita pela Empresa Metropolitana de Limpeza Urbana (Emlurb), após a retirada do lixo pelo DLU.

Já a assessoria de imprensa da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) afirmou que “a programação dos ônibus é estabelecida pela demanda de passageiros. Diante das reclamações da comunidade, a EMTU realizará nos próximos dias uma nova pesquisa nas linhas Totó/Jardim Planalto e Totó/Boa Viagem para verificar a quantidade de passageiros transportados e o cumprimento da programação. Caso seja identificada a necessidade de ajustes no serviço, serão tomadas as providências cabíveis”. Em relação à falta de abrigo e sinalização no terminal dos ônibus, a assessoria informou que será encaminhado um técnico ao local para verificar a viabilidade de implantação dessas instalações.

UR-02 sofre com alagamentos e buracos nas ruas

Julho 10, 2008

Publicado em 19.05.2006
Quando chove, os moradores não conseguem passar nas avenidas Santa Fé e Rio Verde por causa do entupimento das canaletas

Sair de casa em dias de chuva é uma missão quase impossível para os moradores das avenidas Santa Fé e Rio Verde, localizadas na UR-02, Ibura. As canaletas ficam entupidas e, com as vias cheias de água, o trânsito de pedestres no local torna-se perigoso, já que há muitas bocas-de-lobo abertas. A equipe do projeto Rádio do Povo, da Rádio Jornal, esteve na comunidade esta semana e verificou as denúncias dos moradores.
“A comunidade sofre com esses problemas há anos e as autoridades nada fazem para mudar a situação”, disse a presidente da Associação de Moradores da UR-02, Meire Matias.

“Quando chove eu não me arrisco a sair de casa. A sorte é que eu trabalho na minha residência, senão não sei como seria”, desabafou o morador da Avenida Rio Verde, João Antônio dos Santos. Outra pessoa que se sente prejudicada é Lucas Estêvão, que mora na Vila Três Carneiros, comunidade vizinha à UR-02, e precisa passar todos os dias pela Avenida Santa Fé para ir à escola. “Semana passada quase caí dentro de um buraco desses. Sou deficiente visual e, para mim, os buracos são um transtorno a mais”, lamentou.

Outro grave problema que atinge a comunidade da UR-02 é a falta de manutenção das seis praças da localidade. Segundo Meire Matias, a comunidade encaminhou diversos ofícios para a Emlurb reinvindicando a revitalização das praças, mas nada foi feito.

A moradora da Rua de Todos Os Santos, Marcela Fernanda, contou que ela e os vizinhos freqüentemente fazem cotas para pagar a limpeza da praça que existe na rua. “Há anos as autoridades públicas não fazem nada para melhorar o estado do lugar. Se queremos uma praça limpa, sem mato, temos que pagar”, explicou. Expedito Ferreira da Silva, que mora em frente à Praça Rubens de Maracangalha há 40 anos, é outro que sente na pele o problema: “Tenho uma neta de 5 anos que mora comigo e ela não pode brincar na praça porque nem existe praça. É só um monte de mato. As crianças daqui não têm espaço para brincar”, denunciou.

A assessoria de comunicação da Emlurb informou que “uma equipe será enviada ao local para fazer o levantamento das áreas de praças para fazer um mapeamento das necessidades de cada praça e definir os custos”. A assessoria informou que até o fim do mês o projeto estará pronto.

Em relação aos buracos, a assessoria da Emlurb afirmou que ainda hoje técnicos visitarão as avenidas Santa Fé e Rio Verde e providenciarão a pavimentação. Segundo a assessoria, no final da próxima semana os problemas já estarão sanados. Sobre as canaletas entupidas, a assessoria informou que a Emlurb esteve no local há 15 dias e fez a limpeza das canaletas. No entanto, foi identificado um problema nestas e será necessário fazer um desvio por tubulação. O departamento informou que, hoje, técnicos visitarão o local e farão um levantamento dos custos da obra.

Escadarias quebradas provocam transtornos

Julho 10, 2008

Publicado em 07.04.2006
A falta de manutenção das escadarias do Córrego do Jenipapo, comunidade localizada na Zona Norte do Recife, tem causado problemas de acesso aos moradores. A denúncia foi feita pela equipe do projeto Rádio do Povo, da Rádio Jornal. Raimunda Ferreira de Lima, que reside há mais de 30 anos na comunidade, é uma das pessoas que têm se sentido prejudicadas por conta das escadas quebradas. Ela, que mora no Alto dos Três Morros, precisa subir mais de 25 metros de escadas quebradas para chegar à sua casa. “Eu fiz uma cirurgia no tornozelo e passei vários dias sem poder sair de casa. Até hoje eu não desço esses degraus sozinha. A gente sofre, os batentes são muito altos. Já caí aqui várias vezes”, lamentou.
Outra moradora que sofre na pele os problemas causados pela falta de manutenção das escadarias é Angelita Carlos, que mora no bairro há 15 anos. “Quando chove eu fico com muito medo de sair de casa. Eu fiquei a semana passada inteira sem sair da minha residência temendo que acontecesse algum acidente”, contou.

O diretor de manutenção urbana da Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana do Recife (Emlurb), Antônio Ubaldo, garantiu que as escadarias do Córrego do Jenipapo estão incluídas no orçamento do órgão. “O processo licitatório para definir que empresa executará as obras já está em fase de conclusão. Dentro de 15 dias teremos essa resposta e poderemos dizer quando as obras começarão”, garantiu.

Segundo a presidente do Conselho de Moradores do Córrego do Jenipapo, Iranete Amorim, outro grave problema que atinge a comunidade é a falta de manutenção nas encostas dos morros. De acordo com Iranete, os moradores estão tirando dinheiro do próprio bolso para construir calhas, já que os técnicos da Coordenadoria de Defesa Civil do Recife (Codecir) só realizam ações paliativas. “A Codecir vem e coloca as lonas, mas elas racham, não duram dois dias de sol. O ideal seria que a URB (Empresa de Urbanização do Recife) viesse e construísse muros de arrimo”, revelou.

O presidente da URB, Amir Schvartz, afirmou que as obras de construção de muros de arrimo são definidas, prioritariamente, pelo processo de orçamento participativo. “Mas a gente também capta recursos com o Orçamento das Cidades. A Codecir define as áreas de alto risco e a gente tenta chegar a um consenso quanto à execução dessas obras”, completou.

No entanto, a líder comunitária afirma que o orçamento participativo não está sendo feito da forma ideal. “As comunidades são avisadas em cima da hora sobre as datas das reuniões. Não participamos da reunião que aconteceu anteontem porque ficamos indignados com isso”, denunciou.

O coordenador de Orçamento Participativo da RPA-3, que abrange o Córrego do Jenipapo, Maurílio Muniz, se defende. “Definimos as datas das reuniões no fechamento do ciclo do orçamento participativo no último dia 30, mas a comunidade já estava de sobreaviso desde o último fórum do projeto, realizado há quase um mês. As reuniões para discutir os problemas dessa área serão no próximo dia 17 e a comunidade tem até esse dia para se organizar e participar”, argumenta.

Tráfego de carros pesados danifica asfalto em Areias

Julho 10, 2008

Publicado em 24.03.2006
Além de destruir o asfalto, as carretas e os caminhões chegam até mesmo a derrubar a fiação das redes elétrica e telefônica da rua

Os moradores da Rua Caruaru, localizada no bairro de Areias, sofrem com o constante tráfego de caminhões e carretas de grande porte. Quando esses veículos passam danificam o asfalto e arrancam fios das redes elétrica e telefônica. “A gente sempre reclama, tenta impedir que as carretas passem por aqui, mas não tem jeito. Esse movimento de caminhões também é perigoso porque a rua sempre está cheia de crianças”, afirmou a moradora Olívia Leite da Silva. “A rua está cheia de buracos. Para amenizar a situação, a comunidade joga metralha, mas quando chove, esses buracos enchem d’água e fica quase impossível passar”, afirmou Geraldo Elshadai, presidente do Centro de Integração Social Elshadai.
De acordo com a assessoria de imprensa da Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU), técnicos visitarão a Rua Caruaru até a próxima semana para fazer levantamento da situação e estudar as melhores soluções. Já o presidente da Emlurb, Roberto Gusmão, afirmou que o órgão vai esperar a posição da companhia para fazer o conserto. “Entraremos em contato com a CTTU para saber se eles precisam de apoio na visita ao local. Em relação aos problemas da rua nos dias de chuva, enviaremos uma equipe para verificar se há entupimento de galerias”, informou Gusmão.

Outro problema que atinge a comunidade de Areias é a falta de segurança. Constantes assaltos são registrados no cruzamento das ruas Solimões e Joana D’Arc, próximo à creche 2000. Segundo os moradores, após as 18h ninguém mais passa pelo local. “Depois das 18h fazemos o retorno pela Rua Ipojuca”, afirmou Manuel Francisco, motorista de ônibus de uma linha que passa pela rua.

A Polícia Militar, por meio da assessoria de imprensa, afirmou que existem rondas constantes na área, mas diante do problema, vai entrar em contato com a Polícia Civil a fim de tomar as soluções cabíveis. A assessoria da PM afirmou ainda que os moradores de Areias devem entrar em contato com o 12º Batalhão pelos telefones 3303-6015 ou 3303-6016 sempre que houver qualquer problema em relação à segurança.